10 de jan de 2013

Entenda como funcionam os Bacharelados Interdisciplinares da UFJF

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) oferece, desde 2009, a opção de ingresso na instituição por meio dos Bacharelados Interdisciplinares (BIs). Eles representam uma alternativa de renovação da arquitetura curricular das universidades brasileiras, seguindo tendências internacionais, e orientam melhor o estudante na escolha de sua profissão.


O curso é composto por dois ciclos: o primeiro, que dura de dois anos e meio a três anos, voltado para uma formação geral na área; e o segundo, com duração mínima de um a três anos, no qual o aluno cursa disciplinas específicas para uma determinada formação (ver quadro). Por exemplo: se o universitário cursar Ciências Humanas no primeiro ciclo, pode optar por cursar Ciências Sociais, Ciência da Religião, Turismo ou Filosofia no segundo. Caso opte por Ciências Exatas, pode escolher no segundo ciclo entre Ciência da Computação, Engenharia Computacional, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Estatística, Física, Química ou Matemática (os três últimos, com opção de bacharelado ou licenciatura). No entanto, é importante ressaltar que quem conclui o primeiro ciclo já recebe um diploma de bacharel interdisciplinar na área escolhida.
Segundo o coordenador de Bacharelados Interdisciplinares da Pró-reitoria de Graduação (Prograd), Eduardo Barrére, essa é uma das vantagens indiretas dos BIs. “O primeiro ciclo traz a oportunidade de conseguir um diploma de nível superior em um período reduzido. Caso o aluno queira fazer uma pós-graduação, mestrado, concurso público ou mesmo ir para o mercado de trabalho ao final do primeiro ciclo ele já tem o seu diploma”, explica.
Ele revela que, ao entrar na faculdade, o aluno de BI tem todo um suporte acadêmico a sua disposição, como palestras, pesquisas de professores, projetos acadêmicos e outros, para depois escolher o que irá cursar. Segundo Barrére, isso faz com que haja uma diminuição na evasão dos cursos, pois evita a decisão precoce. “Muitas vezes o aluno entra com 17 anos na faculdade e não sabe exatamente o que irá fazer. Então ele escolhe um curso qualquer e, lá pelo terceiro período descobre que aquilo não tem nada a ver com o que ele quer e abandona o curso para prestar vestibular novamente. No BI isso não é necessário, pois primeiro ele irá conhecer os cursos e depois se decidir”, afirma.
Um bom exemplo disso é o bacharel em Ciências Exatas Leandro Vitral Andraos, 22 anos. Ele formou-se, no ano passado, na primeira turma do Bacharelado Interdisciplinar em Exatas e diz que ao longo do curso mudou de opinião a respeito da graduação que pretendia fazer. “A possibilidade de conhecer melhor as áreas dentro da universidade foi muito interessante para nortear minhas escolhas. Entrei com a ideia de fazer Física, mas dentro do curso me interessei mesmo pela Estatística. Aos 18 anos o estudante ainda não tem maturidade nem mesmo informações para saber a área com a qual ele mais se identifica. Por isso achei o bacharelado importante.”
Um dos pontos que chamam mais atenção nessa modalidade é a liberdade que o universitário tem para cursar as disciplinas de sua preferência. Por exemplo: no primeiro período do BI de Artes ele tem uma visão geral do assunto e conhece a faculdade. Caso ele queira se especializar em cinema no segundo ciclo, existem disciplinas relativas ao tema já no primeiro ciclo, a fim de que ele tenha um contato prévio com a área e adquira informações suficientes para tomar sua decisão. Cada um dos BIs possui regras específicas para a escolha da especialização do segundo ciclo, mas, basicamente, eles levam em consideração o Índice de Rendimento Acadêmico (IRA) do aluno. Aquele que possui as maiores notas tem prioridade na escolha do curso.
Barrére frisa que os Bacharelados Interdisciplinares não foram criados por ocasião do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), como muitos pensam. Na verdade, esse modelo já existia há muitos anos no exterior com outros nomes. Em Portugal é conhecido como “Licenciatura em Estudos Gerais” e nos Estados Unidos como “Liberal Arts”, por exemplo. No Brasil, a primeira universidade a implantar esse sistema foi a Federal do ABC (UFABC), em 2005. “O BI é a melhor maneira de se conseguir um maior número de vagas sem que haja um grande índice de desistência e abandono dos cursos”, explica o coordenador.
Para Lorraine Mendes, uma das primeiras formandas do BI de Artes e Design, a experiência foi a realização de um sonho. “O BI é uma excelente oportunidade para os estudantes tomarem a decisão certa. A gente entra muito novo, fica difícil fazer uma escolha tão importante cedo assim. Ter a oportunidade de vivenciar matérias de vários cursos nos ajuda a tomar a decisão mais acertada. Só tenho motivos para comemorar”.
Outras informações:
(32) 2102 3354 – Instituto de Artes de Design (IAD)
(32) 2102 3164 – Instituto de Ciências Humans (ICH)
(32) 2102 3302 – Instituto de Ciências Exatas (ICE)


____________. Entenda como funcionam os Bacharelados Interdisciplinares da UFJF. SECOM/UFJF. Acesso em: 10/01/2013. Disponível em:  http://www.ufjf.br/secom/2013/01/10/entenda-como-funcionam-os-bacharelados-interdisciplinares-da-ufjf/

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