29 de mai de 2009

Sujeitos ou objetos?

Em pleno século XXI, com o avanço da tecnologia e a informação rápida da internet, ainda existem muitas escolas em que a inovação não é bem-vinda, onde a meta é ainda produzir alunos quietos, sentados em suas carteiras, que ouçam e copiem apenas. Instituições em que os alunos estudam para passar de ano e não para construir aprendizado, onde não se aprende a pensar a vida e, por isso mesmo, não se constrói pensamento crítico. São sistemas fechados e, se um educador decide trabalhar com método diferenciado, pensando em motivar os educandos, é censurado por fugir do sistema tradicional, adotado pela grande maioria dos professores. No ato de ensinar, em primeiro lugar o educador deveria utilizar a empatia, lembrando que um dia ele foi aluno e sentiu o quanto era cansativo copiar matéria e ficar ouvindo o professor falar. Os alunos querem um ensino moderno que motive e permita interação. Na introdução de cada novo conteúdo, por exemplo, o educador esquece de esclarecer a utilidade de tal conteúdo na vida prática e sua forma de utilização, a fim de motivar o aluno para o aprendizado. Durante a graduação para licenciatura, o acadêmico aprende que é o precursor de uma educação moderna e que inovação é a palavra de ordem quando o assunto é educar. Ao ingressar no mercado de trabalho, entretanto, não é essa a realidade que os novos educadores encontram. Se ele tenta construir com os educandos um pensamento crítico, é reprimido pelo grupo de professores que utiliza o método tradicional de ensino, em que o aluno apenas deve ficar sentado, ouvindo, copiando, exercendo seu papel de objeto. Analisando o critério de preferência na contratação de professores com maior idade, utilizado pelo Estado de Minas Gerais, percebe-se um preconceito contra os novos profissionais, muitas vezes melhor preparados para o cargo, por trazer um novo pensamento sobre o ato de ensinar. São comuns comentários de professores sobre alunos que “não querem nada com a vida”, ou sobre classes “ruins” com alunos “impossíveis de se ensinar” e outras opiniões do gênero. Se a classe é de responsabilidade do educador e ele não consegue ensinar, isso pode significar falta de preparo pedagógico do profissional, que se mostra incapaz de criar métodos e estratégias para captar a atenção do aluno e motivá-lo adequadamente. Com a falta de equipamentos tecnológicos na escola, a educação torna-se cansativa e a rotina gera o desinteresse. Uma classe considerada agitada pode, muitas vezes, ser criativa e insatisfeita por não poder interagir no processo educacional. Basta saber aproveitar o potencial de cada um, deixar que o aluno participe e construa conhecimento de forma mais atual. O papel do educador é fazer com que o aluno se torne um cidadão sujeito na sociedade - que reflita, opine, questione e saiba defender seus direitos. Conseguir lecionar na escola onde tudo parece impossível, pode ser o grande desafio para o educador que quer fazer diferença para as novas gerações. A criatividade faz toda a diferença. Diego Lucas

3 comentários:

ana disse...

Concordo plenamente e aproveitando a ultima frase...
..." a criatividade..."
porque sem duvida são certos detalhes que marcam essa mesma diferênça.

Diego Lucas disse...

Certamente, obrigado pelo seu comentário!

Mariana disse...

Diego, parabéns pela iniciativa. Seu blog será muito útil não só para as pessoas que pretendem ingressar no vestibular como também os estudantes de Letras.
Beijo.

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