13 de dez de 2009

EM BREVE, LANÇAMENTO DO LIVRO MEANDROS

A poesia de Idalina de Carvalho tem uma força erótica que envolve o leitor, tirando suspiros do seu silêncio. "Silêncio" que sew trai e sussurra sibilante: "sim/ sou /sua // aquele / sacia / sossega-me o cio". O seu erotismo tem algo de religioso e atinge a dimensão do sagrado, como pode-se perceber no poema "Harmonia":
Havia céu e solidão.
Em silêncio
uma estrela
ardia orgasmo
na escuridão.
Sempre o silêncio a povoar seus mistérios, seus êxtases.
A poeta portuguesa Ana Hatherly afirma que "não há criação sem dor". Idalina parece comungar com o pensamento da experimentalista lusitana, como pode-se notar no poema"Caçada": "A fêmea penetra/ o cerne do se/ que se rende/ arde/ queima/ morre/ e se refaz", mas, apesar de arder, desse queimar, a poeta de Cataguaes, tal qual fênix, está sempre a ressurgir. Na verdade, recomeçar é o seu lema.
E, impregnado de sensualidade, e o "Filme erótico" da sua poética continua em cartaz:
Gemidos perdem-se
em espectros de nudez
devorados pelo espelho.
Palavras ecoam
sem compromisso de nexo.
Sexo
loucura
êxtase
relaxo.
Rasta ao leitor buscar o final dessa película, ou as cenas do próximo capítulo? Que novidades trará Idalina de Carvalho?
*José Inácio Vieira de Melo - poeta e jornalista, co-editor de Iararana - revista de arte, crítica e literatura, Bahia.

1 comentários:

Anônimo disse...

E UM MATERIAL MUITO BOM E EU QUE SOU BURRA MESMO ISSO NAO TEM CURA

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